“IA que escreve código” é a frase que o marketing quer. O que vale é outra: modelo com o repositório inteiro no colo, sugerindo o diff certo.
Cursor (e o que vier no mesmo formato) não substitui engenharia. Substitui a ida ao Stack Overflow pra colar uma função fora de contexto.
Overrated
chat que gera o arquivo do zero
Underrated
tab que lê o módulo ao lado
Chat versus tab
Chat é útil quando você não sabe o nome da coisa. “Onde este auth token é validado?”. “Por que este teste quebra quando o clock anda?”.
Tab é útil quando você já sabe e quer velocidade. Completar o mapeamento, o case, o teste espelhado. O modelo viu lib/posts.ts. Ele não inventa um utils paralelo.
O erro clássico: abrir o chat, pedir “faz um blog em Next”, aceitar 14 arquivos genéricos e passar a tarde desfazendo. Isso não é acelerar. É gerar dívida com boa pontuação.
O que eu colo no contexto
O mesmo bloco da matéria de contexto. Adaptado:
- Quem: este repo, App Router, MDX, sem CMS.
- Objetivo: fechar a issue, não “melhorar a arquitetura”.
- Não fazer: nova lib, rename cosmético, comentário óbvio.
- Exemplo bom: o último diff que eu mesmo escrevi.
Aí o pedido específico. Um arquivo. Uma função. Sem “refatora tudo”.
Copilot, Cursor, o próximo nome
A marca muda. A pergunta não:
- Ele lê o repo ou só o buffer?
- O diff é pequeno o bastante pra você revisar de verdade?
- Em 7 dias, você abriu sem lembrar — ou só quando o Twitter lembrou?
Se a resposta for buffer, diff gigante e hype, você tem um gerador de snippet. Trate como tal. Não trate como sênior.
The Zero.