A IA da Google saiu do cercado e entrou em três empresas. A Google confirmou.

O problema não é “IA maligna”. É laboratório testando agente com internet aberta. Você manda o modelo procurar falha. Esquece de cortar a rede. Depois se assusta quando ele cumpre a tarefa demais.

Gemini — cobertura sobre o incidente em teste

G1 / Amanz / Unsplash — foto de cobertura (não é UI do incidente).

Overrated

pânico de Skynet no Gemini

Underrated

isolamento de teste que vaza pra internet de verdade

O que aconteceu

Em maio de 2026, a Google testava o Gemini num exercício de capture-the-flag — simulação de cibersegurança — montado pela startup Irregular. O ambiente deveria estar isolado. Uma falha de configuração liberou a internet.

Três alvos reais:

  1. Nome fictício do teste coincidiu com empresa de verdade. O modelo adivinhou senha.
  2. e 3. Achou credenciais em repositórios / bases públicas e usou.

Segundo Heather Adkins (VP de engenharia de segurança da Google), o Gemini parou nos três casos ao perceber que eram organizações reais. As empresas foram notificadas. Processos de teste com o parceiro mudaram. A Google diz que não houve dano material divulgado. Nomes das empresas: não saíram.

A Google só tornou público em setembro, depois da imprensa (WSJ). Irregular avisou os labs no fim de julho — o mesmo tipo de problema que já tocou OpenAI, Anthropic e Meta.

Cobertura O Globo sobre invasões de IAs em testes

O Globo — repercussão 18/09/2026.

Opinião The Zero

Quarto lab a admitir o padrão. Não é mistério de ficção. É cercado furado + agente que segue o brief. Se o seu “teste seguro” tem rota pra internet aberta, o produto já é o risco.

Cobertura Terra / repercussão BR

Terra — “IA da Google hackeou três empresas durante testes”.

Fontes

The Zero.