No dock USB-C, não economize em duas coisas: a potência que ele devolve ao notebook e a saída de vídeo que não depende de driver extra. O resto — leitor de cartão, áudio P2, a quarta porta USB — é comodidade. Sem carga e sem imagem estável, o dock é hub de enfeite.

Dock aqui é a peça única que liga monitor, teclado, mouse e energia num cabo só. Hub é o que só multiplica porta. Os anúncios misturam os nomes.

Overrated

dock com doze ícones na caixa e 30 W de carga

Underrated

65 W ou mais de PD e HDMI que o Windows reconhece sozinho

Potência

O notebook pede um número. Ultrabook fino muitas vezes vive com 65 W. Máquina de criação e MacBook pedem 96 W ou mais para não descarregar enquanto trabalha. Leia a fonte original. O dock tem de entregar pelo menos isso na porta de subida, não “100 W” somando todas as portas.

Power Delivery é o protocolo dessa negociação. Se o anúncio diz 100 W e, na letra miúda, 15 W vão para o notebook porque o resto alimenta o próprio dock, você comprou um carregador fraco com HDMI. A ficha certa é “pass-through” ou “upstream” com o watt explícito.

Cabo incluso curto demais, ou cabo de celular, derruba o watt. Use o cabo que veio no dock, na porta USB-C do notebook que realmente faz vídeo e carga. No Windows, nem toda USB-C faz as duas coisas. O manual do notebook marca com um símbolo de DisplayPort ou de raio. A outra porta só carrega.

Vídeo

Alt mode é o vídeo nativo pela USB-C. O monitor aparece como se estivesse no HDMI da placa. DisplayLink é um chip que comprime a imagem por driver, útil em notebook sem alt mode, e ruim para jogo, para vídeo de tela cheia e às vezes para call: a imagem atrasada ou o cursor pulando. Para escritório leve, DisplayLink salva um notebook antigo. Para o dia inteiro, prefira alt mode.

HDMI 2.0 aguenta 4K a 60 Hz num monitor. Dois monitores 4K pedem dock mais sério, Thunderbolt ou USB4, e um notebook que tenha essa porta. Thunderbolt não é “USB-C bonito”. É outra certificação. Ícone de raio na porta. Sem o ícone, não compre dock Thunderbolt achando que vai funcionar.

Mac ignora parte dos truques de driver do Windows e é chato com MST, o modo que divide uma saída em dois monitores. No Mac, duas saídas físicas no dock são mais previsíveis do que uma saída “que vira duas”. Teste com o seu sistema, na política de devolução, com o monitor que você tem em casa. Não com o monitor da loja.

O que pode ser barato

USB-A extra, leitor de SD, rede cabeada. Ethernet de gigabit no dock é ótima se o Wi-Fi do prédio cai na daily, e é a primeira economia aceitável se você não usa cabo de rede. Áudio P2 no dock costuma ser medíocre. Use o do notebook ou o headset.

Marca sem nota e sem nome de chip de vídeo é aposta. No Brasil, a assistência de dock genérico não existe. O que existe é a devolução da loja. Guarde esse prazo e teste no primeiro dia: carga enquanto o monitor está ligado, por uma hora. Se a bateria desce, o watt é mentira.

Veredito

Watt de verdade na direção do notebook, vídeo nativo, cabo incluso que aguenta, teste de uma hora com o seu monitor. Economize em leitor de cartão. Não economize em PD nem em DisplayLink disfarçado de HDMI se você não sabe que precisa dele.

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