Use HD externo para arquivo grande e parado: foto antiga, vídeo de família, instalador que você não quer baixar de novo. Use SSD portátil para o que viaja e para jogo que você roda fora do SSD interno. Nenhum dos dois, sozinho e sempre conectado, é backup.

Backup é cópia que sobrevive ao PC quebrar, ao arquivo ser apagado e ao ransomware criptografar tudo que está plugado. Um disco na USB 24 horas por dia falha nos três.

Overrated

HD externo como disco de jogo moderno

Underrated

SSD portátil para transporte e HD separado, desplugado, para cópia

Capacidade contra pancada

HD externo mecânico, de 2,5 ou 3,5 polegada, ainda entrega mais terabyte por real. 3,5 polegada pede fonte própria. É disco de gaveta, não de mochila. 2,5 polegada puxa energia da USB e cabe no bolso, e continua sendo prato e agulha: queda em funcionamento risca o disco.

SSD portátil não tem peça móvel. Cai a chance de perder o arquivo porque a mochila bateu no metrô. O preço por terabyte é maior. Em 1 TB ou 2 TB, a diferença cabe na conversa. Em 8 TB de arquivo morto, o HD ainda ganha na planilha.

Velocidade: HD externo bom fica na casa de 100 MB/s se a USB ajudar. SSD portátil decente passa de várias centenas de MB/s e, nos modelos NVMe com USB de 10 Gb/s ou mais, sobe bem além disso. A porta do seu PC limita. USB 2.0 antiga transforma qualquer SSD em decepção. 10 Gb/s é o nome da velocidade da porta, não uma promessa de que o pen drive vagabundo chegou lá.

Jogo moderno instalado em HD externo é carregamento longo e travada de textura. Dá para arquivo de jogo velho e para emulador leve. Não dá para o AAA que você quer levar na bolsa. Aí o SSD portátil substitui o pen drive inchado. O SSD interno continua melhor; o portátil é a extensão. O que olhar no interno está em NVMe de 1 TB.

Backup que merece o nome

A regra simples, sem virar sermão de datacenter: três cópias, dois tipos de mídia, uma fora de casa. Na prática de quem não é empresa:

  • o original no PC;
  • uma cópia no HD ou SSD que você conecta, sincroniza e guarda na gaveta;
  • outra cópia longe do mesmo incêndio e do mesmo furto — casa de família, trabalho, ou nuvem do que realmente dói perder.

Nuvem no Brasil esbarra em upload lento e em mensalidade. Para foto e documento, cabe. Para terabyte de vídeo, o HD na gaveta ainda é o plano que fecha.

Criptografe o portátil se ele sai de casa (BitLocker no Windows na edição que permite, ou a ferramenta do próprio SSD). Disco roubado sem senha é vazamento, não só prejuízo. SSD de marca boa às vezes traz isso no aplicativo. HD genérico não traz.

Não use o mesmo disco de backup como disco de jogo do dia a dia. Jogo enche espaço e mantém o disco ligado. Backup quer disco que descansa.

Como comprar sem levar carcaça vazia

Capacidade falsa existe mais em pen drive e cartão do que em HD de marca, e mesmo assim o marketplace inventa. Confira o tamanho no sistema depois da compra. Teste de escrita grande (copiar um arquivo que caiba) mostra disco que mente.

Garantia de um a três anos, com nota. Carcaça “militar” sem marca de disco lá dentro é plástico. Veja se o modelo é um WD, Seagate, Toshiba, Samsung, Crucial, SanDisk ou equivalente com assistência, não um nome que só existe naquele anúncio.

Cabo incluso importa. SSD portátil que exige cabo USB-C que você não tem vira peso de mesa no primeiro dia. Veja se a conexão é USB-C dos dois lados.

Formate em um sistema de arquivos que o outro computador lê, se você transita entre Windows e macOS. exFAT é o meio-termo. NTFS no Mac pede software. APFS no Windows não é plano.

Queda de energia no meio da cópia corrompe arquivo. Finalize a remoção. Não arranque o cabo porque o LED ainda pisca.

Jogo no SSD portátil ainda perde para o NVMe interno em tempo de carga e em estabilidade de alguns lançadores, que não gostam de disco que pode ser ejetado no meio da atualização. Use o portátil para a biblioteca que não cabe, não para o único save da campanha. Save de jogo na nuvem ajuda. Save só no disco que anda na mochila não ajuda no dia em que a mochila fica no ônibus.

HD de 3,5 polegada em cima do gabinete, sem espaço para a fonte dele, é tropeço e é queda. Deixe na mesa ou no chão firme, com o cabo USB que não fica esticado. Queda desligado ainda pode ser fatal; queda ligado é quase certeza de setor ruim.

Criptografia tem custo: esqueceu a senha, o backup acabou. Anote em outro lugar, não num arquivo dentro do próprio disco. E teste a restauração uma vez, com um arquivo que você aceita perder, antes de precisar de verdade. Disco que nunca foi lido de volta não é cópia. É esperança.

Veredito

HD externo grande, desplugado depois da cópia, para arquivo. SSD portátil para o que anda na mochila e para jogo que não cabe no interno. Os dois juntos fecham melhor do que um “disco único para tudo” empurrado no anúncio.

Se o dinheiro só dá para um, e você sai de casa com o arquivo, fique no SSD. Foto parada em casa aguenta HD.

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