O ROG Ally X vale quando você quer Windows na mão e aceita pagar por bateria e memória, não por uma GPU nova. O chip é o mesmo Ryzen Z1 Extreme do Ally de 2023. O que mudou foi o resto: 24 GB de RAM, SSD de 1 TB no formato 2280 e bateria de 80 Wh.
No Brasil a ASUS tem canal oficial. O preço de prateleira fica bem acima de um portátil nacional de lista fechada e oscila com o dólar. Se a vitrine estiver no teto e o seu uso for só Steam, há caminho mais barato.
Overrated
tratar o Ally X como geração nova de GPU
Underrated
80 Wh, 24 GB e o SSD que você consegue trocar
O que o aparelho é
Tela de 7 polegadas, IPS, 1920×1080, 120 Hz, com VRR. VRR é a taxa variável: a tela acompanha o fps em vez de rasgar o quadro. Peso na casa de 678 g. Duas portas USB-C, uma delas USB4. microSD. Windows 11. O SSD é M.2 2280, o tamanho comum de notebook, não o 2230 minúsculo do Ally original. Trocar disco aqui é menos gambiarra.
O Z1 Extreme e a Radeon 780M entregam jogo de PC em 1080p com preset no médio ou no baixo, e em 720p com folga maior. Não é placa de vídeo de desktop. É o melhor integrado dessa leva, ainda limitado. 24 GB de RAM ajudam quando o Windows e o jogo disputam memória ao mesmo tempo. 16 GB no portátil com Windows fica justo. Essa é a diferença que se sente, mais do que o nome “X”.
A bateria de 80 Wh é o dobro da do Ally original, de 40 Wh. Em jogo pesado você ainda conta uma, duas horas, conforme o modo de potência. Em jogo leve e em streaming, a tarde cabe. Quem comprava o Ally e vivia na tomada comprava o problema que o X resolveu.
O preço no Brasil
Não use o dólar de lançamento americano, US$ 799 em 2024, como se fosse a nota daqui. Imposto, estoque e a margem da loja mandam. Compare, no mesmo dia:
- Ally X com nota e garantia ASUS no Brasil;
- Steam Deck OLED, sem garantia local, com SteamOS;
- Zeenix Pro, com garantia TecToy e chip mais velho;
- Ally original ou Legion Go usados, se o desconto for grande o bastante para compensar a bateria menor.
Garantia de fabricante no Brasil vale mais do que um unboxing. Sem nota, o X não é pechincha: é um aparelho caro sem rede.
Windows é o sistema. Isso abre Game Pass, loja da Epic e o programa que só existe no desktop. Também abre atualização, Armoury Crate e tela de 7 polegadas com interface feita para mouse. Dá para conviver. Não é o botão único do SteamOS. A discussão está em Windows no handheld.
O que não esperar
Não espere OLED. A tela é boa, com VRR, e continua IPS. Não espere 4 horas de AAA no alto. A célula maior alonga a sessão; não muda a física do chip a 25 W ou 30 W. Não espere que 24 GB transformem o aparelho num PC de edição pesada. Dá para navegar, para chamada e para um documento. O colo esquenta e o teclado não vem junto.
Se você já tem um Ally original e a bateria ainda segura a sua sessão, a troca é luxo. Se a bateria acabou e você vive fora da tomada, o X é o conserto que a ASUS fez em forma de produto novo.
Veredito
Compre o Ally X se Windows é requisito e o preço nacional, com nota, cabe no que você pagaria por um notebook fino que não joga. Não compre se a vitrine está no pico e o seu catálogo é Steam: o Deck faz isso com menos sistema no meio. Não compre o nome “X” achando que a GPU mudou de classe.
The Zero.