Smartwatch barato mede passo com erro tolerável e mostra a hora, a notificação e um timer. Não mede pressão arterial nem calorias de um jeito que você possa usar como número médico. Frequência cardíaca serve para ver se o treino subiu, não para diagnosticar.
Se o anúncio promete ECG, açúcar no sangue ou “precisão hospitalar” por menos que um jantar, é mentira comercial. Esses recursos, quando existem, estão em relógio de marca, com ressalva de país, e ainda assim não substituem aparelho clínico.
Overrated
pressão e oxigênio no relógio de R$ 150
Underrated
notificação, passo e uma pulseira que você não tira
O que costuma funcionar
Passo. O acelerômetro conta balanço do braço. Em caminhada contínua ele chega perto. Em carrinho de supermercado e volante, ele inventa passo ou perde. Use a semana, não o dia, para ver se você se mexeu mais.
Notificação. Se o app da marca mantém a conexão com o Android que você tem, a mensagem aparece. A conexão cai em relógio sem nome, e você fica olhando um pulso mudo. Teste na primeira hora, com devolução ainda fácil.
Sono: ele percebe que você ficou quieto. Estágio de sono detalhado em pulseira barata é chute com gráfico. Dá para ver se você foi para a cama tarde. Não dá para tratar insônia com aquilo.
Bateria de vários dias é a vantagem real contra um Apple Watch ou um Galaxy Watch. Se o seu critério é não carregar todo dia, o barato ganha do relógio bom que ficou na mesa. A comparação dos dois de marca está em SE ou Galaxy Watch.
O que não vale o número
Caloria. A fórmula usa passo, idade e um peso que você digitou. Erra para os dois lados. Não ajuste a comida por esse contador.
Oxigênio no sangue (SpO2) de pulseira de entrada oscila com a pulseira frouxa e com a mão fria. Um dedo a mais ou a menos não é dado. Se você precisa de oximetria, compre um oxímetro de dedo de farmácia. Custa pouco e mede o que diz.
Pressão arterial sem manguito não é medição. É estimativa que a marca não deveria imprimir. Não tome remédio por causa de um relógio.
GPS, quando o modelo nem tem e “usa o do celular”, desenha o percurso só se você levar o telefone. Relógio com GPS próprio nessa faixa perde sinal em rua com prédio e desenha atalho através do quarteirão. A distância fica poética.
Como não comprar lixo
- Marca que tem app na loja oficial e atualização no último ano. App desaparecido é relógio morto.
- Pulseira que fecha no seu pulso e sensor que encosta na pele. Folgado, a frequência vira ruído.
- Resistência a respingo, não “pode nadar” sem número de ATM que a assistência honre. Nessa faixa, tire para o banho.
- Nota fiscal. O fecho quebra. A bateria incha. Sem nota você fica com o enfeite.
- Fuja de “glicose” e “ECG hospitalar” no título do anúncio. Isso é o filtro.
O celular continua sendo o lugar do treino sério. O relógio barato é o lembrete no pulso para levantar. Se você já treina com meta de pace, suba de categoria ou use o telefone no braço com uma pochete. Não peça a uma pulseira de entrada o trabalho de um esportivo.
Veredito
Compre o barato para hora, notificação e um empurrão de passo, se o app conecta no seu Android e a loja troca. Não compre para saúde com número. Esse dado mora em outro aparelho.
Se a notificação não chega no teste da loja, nenhum sensor salva a compra.
Mais em Vestíveis e em Reviews.
The Zero.