O iPad de 10ª geração ganha do tablet Android quando o aplicativo que você precisa só existe direito no iPadOS, ou quando a caneta e o suporte longo importam. O Android ganha quando a tarefa é vídeo, PDF e navegador, e o dinheiro compra tela maior com nota.
A 10ª geração é a de 2022, com USB-C, tela de 10,9 polegadas e design que a Apple manteve por anos. Em 2026 ela aparece usada ou em queima. Não é o iPad atual. É o que ainda enche anúncio.
Overrated
Android não roda nada
Underrated
a lista de apps da sua escola, não a da loja genérica
Onde o buraco existe
App de desenho, partitura, alguns livros didáticos com DRM e ferramenta de sala publicam primeiro, ou só, na App Store. Versão de Android, quando existe, atrasa recurso ou trava em tablet porque foi desenhada para celular. Se o seu curso manda “baixe o app X no iPad”, a conversa acabou. Compre o iPad. Não compre um Android e descubra na primeira semana.
Navegador, YouTube, Netflix, Drive, Notion, PDF e videochamada rodam nos dois. A diferença é polimento e janela. iPadOS trata melhor dois apps lado a lado há mais tempo. Android de tablet melhorou, e ainda depende da marca. Samsung passa mais perto. Tablet sem nome abre o app de celular esticado.
Caneta: Apple Pencil na geração compatível com o iPad 10 (a de USB-C, não a Pencil antiga de raio) escreve com menos atraso. Caneta de tablet de R$ 1.200 é irregular. Se a anotação à mão é o trabalho, pese isso. Se você digita, ignore a caneta dos dois lados.
Onde o Android não deve desculpa
Tela. Com o preço de um iPad 10 usado você encontra Android novo de 11 polegadas. Para PDF em duas páginas e para filme, tamanho conta. O piso dessa compra está em tablet até R$ 1.500.
Arquivo: Android ainda aceita pendrive e um gerenciador que parece pasta. iPad faz isso, com mais gesto e menos liberdade. Quem vive de copiar PDF de um computador sem nuvem sofre menos no Android.
Atualização: um iPad 10 ainda recebe sistema por um tempo que tablet de entrada não publica. Isso é valor de usado. Confirme até que versão ele já subiu e se a bateria aguenta. iPad com saúde ruim é tijolo caro. O mesmo ceticismo da bateria de iPhone vale aqui: peça ciclo ou um teste de duas horas de vídeo, não a palavra “revisado”.
Preço no Brasil
iPad novo desta geração, quando ainda há estoque, briga com topo de Android. Usado sem nota briga com a garantia. Prefira loja que aceita devolução em sete dias e entrega o aparelho ligado, com iCloud saído. Activation Lock é o aparelho de outra pessoa. Se pede o ID de um estranho, não é sua compra.
Android na mesma faixa com nota e assistencia da marca ganha do iPad de grupo de Facebook se você não precisa do app exclusivo. O logo não faz a videoaula carregar.
Acessório oficial Apple no Brasil custa como outro tablet. Capa e teclado “compatíveis” variam. Some isso antes de dizer que o iPad “cabe”.
Veredito
Liste três apps que não podem falhar. Se algum só existe no iPad, compre o iPad 10 com bateria decente e saia do Android. Se os três rodam no Chrome e no streaming, compre a tela maior com nota e não pague a maçã por hábito.
O buraco não é “qualidade de tablet”. É catálogo. Fora dele, os dois assistem aula.
The Zero.