Xiaomi põe o 18 Pro Max à venda na China. 8.500 mAh. O Brasil ficou de fora.

A Xiaomi abriu nesta quarta (23) a venda do 18 Pro e do 18 Pro Max no evento de outono em Pequim. Lu Weibing, presidente do grupo e da divisão de celulares, conduziu o palco às 19h no horário da China — 8h em Brasília. O IT之家, no local, fechou o Pro Max às 19h58 e o Pro às 20h10. Os dois saem publicados e à venda no mesmo dia. A loja chinesa lista o Max a partir de 6.999 yuan e o Pro a partir de 5.999 yuan. No Brasil, até o fechamento desta, não há preço nem data.

Xiaomi 18 Pro Max em tom claro, visto de frente

Xiaomi / GSMArena

Overrated

mais um 200 MP na ficha

Underrated

7.000 e 8.500 mAh num flagship que já está à venda

O que a etiqueta cobra hoje

Na China a conta é em yuan, e a prateleira já existe. O IT之家 publicou as configurações no auditório.

Xiaomi 18 Pro — Snapdragon 8 Elite Gen 6, bateria de 7.000 mAh, tela de 6,4 polegadas:

  1. 12 GB + 256 GB: 5.999 yuan
  2. 12 GB + 512 GB: 6.999 yuan
  3. 16 GB + 512 GB: 7.999 yuan
  4. 16 GB + 1 TB: 8.999 yuan

Xiaomi 18 Pro Max — Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, bateria de 8.500 mAh, tela de 6,9 polegadas:

  1. 12 GB + 256 GB: 6.999 yuan
  2. 12 GB + 512 GB: 7.999 yuan
  3. 16 GB + 512 GB: 8.999 yuan
  4. 16 GB + 1 TB: 9.999 yuan

O Android Authority ainda lista edições transparentes de 16 GB + 1 TB: 9.999 yuan no Pro e 10.999 yuan no Max. Essa linha não está na tabela curta do IT之家. Quem for comprar olha a loja, não o recorte.

Conversão direta não vira preço brasileiro. Imposto, frete e margem local ficam de fora desta conta — a operação daqui não publicou etiqueta.

Dois chips, e uma loja

A Qualcomm abriu ontem, no Snapdragon Summit, duas plataformas de 2 nm: o Snapdragon 8 Elite Gen 6 e o 8 Elite Extreme Gen 6. A cobertura desta quarta trata a Xiaomi como a primeira a vender o Elite Gen 6, no Pro, e a pôr o Extreme numa loja, no Max.

O Pro estreia o Elite Gen 6. O Pro Max estreia o Extreme. Nos dois, a Xiaomi diz que a CPU chega a 5 GHz e chama isso de recorde da plataforma móvel. No Pro, o palco cravou GPU 35% mais rápida e 40% mais eficiente, NPU com inferência 80% maior e 15% a mais de computação combinada. É fala de lançamento. Não é bancada independente.

O Signature 27 da Motorola também aponta para o Extreme. Ontem era teaser, com ficha incompleta. O Pro Max chinês, hoje, tem preço e botão de compra.

O número que pesa é a bateria

Os dois levam a mesma tese de câmera Leica, no relato do IT之家 a partir do palco. Principal de 200 MP num sensor de 1/1,28" (Light Fusion 960 no Pro). Periscópio de 200 MP em 1/1,56", com foco a partir de 12 cm. Ultrawide de 50 MP. O GSMArena completa o periscópio do Max com 3,2x óptico e equivalência de 75 mm.

200 MP já foi o slide do Galaxy S25 Ultra. Sensor grande ajuda. O arquivo que sai no bolso é outra conversa. Até JPEG no escuro e vídeo fora do palco, o megapixel continua marketing.

O que muda o dia é a célula. 7.000 mAh no Pro, com 32% de silício na bateria Jinsha. 8.500 mAh no Max, na mesma família. Os dois trazem IP66, IP68 e IP69, UWB e tela com pico de 4.000 nits e borda de 0,99 mm, no discurso da empresa. A ficha do GSMArena para o Max lista 100 W com fio e 50 W sem fio.

A tela que esconde, e a das costas

A Xiaomi vendeu a privacidade como hardware. A tela anti-espionagem liga e desliga. A empresa diz que, ligada, a imagem segue nítida de frente. Dá para pôr apps numa lista: notificação, janela flutuante e multitarefa entram no bloqueio. Uma tecla de IA, segundo o palco, aciona a privacidade na tela inteira. Útil no ônibus se o ângulo real bater com o slide.

A tela traseira volta, plana, no bloco da câmera. Lu Weibing citou o uso da geração que já está na rua: 3,97 milhões de pessoas ativas por dia na tela de trás, 138 milhões de usos do assistente num mês, 497 milhões de papéis de parede adicionados no mesmo período. São números da Xiaomi sobre o recurso antigo, não uma auditoria. Servem para uma leitura: a tela de trás deixou de ser protótipo. No 18 Pro a empresa promete mais de 100 cartões de app, papel de parede gerado por foto e um modo de “instante lendário”, que mistura estilo no aparelho com processamento na nuvem para “parecer câmera”. Nuvem no meio da foto é latência e é dado. O JPEG local é o teste.

O Pro Max sai com HyperOS 4. As cores anunciadas no palco: azul estelar, rosa pêssego, preto e branco.

O Brasil não está na etiqueta

A loja chinesa já vende. A 4gnews relata que Adam Zeng, vice-presidente sênior do negócio internacional, indicou lançamento global ainda em 2026. Sem data, sem preço fora da China e sem lista de países. O Brasil não foi nomeado.

Quem põe isso ao lado do iPhone 18 Pro, que já tem etiqueta em real, compara prateleira com promessa. Até a Xiaomi publicar valor e calendário por aqui, o 18 Pro Max é notícia de Pequim.

Fontes

The Zero.