Não compre Nothing no Brasil esperando loja, nota fiscal de fabricante e assistência autorizada. Até aqui a marca não abriu venda oficial. O Phone (4a) foi homologado na Anatel em abril de 2026. Homologação libera o rádio. Não põe o aparelho na prateleira nem define o preço em real.
Quem tem um Nothing no país importou, ou comprou de quem importou. O software chega do mesmo jeito: a atualização é global. A garantia, não.
Overrated
“homologado na Anatel” lido como já está à venda
Underrated
prazo de Android escrito no lançamento, porque a Nothing cumpre e corta
O que a homologação resolve
A Anatel exige certificação para vender celular no país. O Phone (4a), modelo A069, passou por isso via um representante comercial, com bateria na casa dos 5.080 mAh e carga de até 50 W. Não houve preço brasileiro, data de lançamento nem rede de assistência junto com o certificado.
O Phone (3), de julho de 2025, continua fora dessa porta. Snapdragon 8s Gen 4, tela de 6,67 polegadas, Glyph na traseira, Android 15 de fábrica. A Nothing prometeu cinco versões grandes de Android e sete anos de correção de segurança. Isso vale para o dono no Brasil se o aparelho for o modelo certo. Não cria autorizada em São Paulo.
Importar soma imposto, frete e o risco de a alfândega segurar. A nota, quando existe, é do remessa conforme ou do lojista intermediário. Peça de tela e prazo de troca não seguem a política de um Galaxy comprado na Samsung Brasil. Se a traseira transparente trincar, o conserto é o problema, não o LED.
Update: quem ainda recebe
A Nothing publica janela e corta quando ela acaba. O Nothing OS 5.0, baseado no Android 17, deixou de fora o Phone (1), o Phone (2) e o CMF Phone 1: o prazo prometido no lançamento deles fechou. O beta começou no Phone (3). Modelo antigo importado “porque estava barato” pode já estar no último sistema que vai ver.
Esse é o ponto que o anúncio brasileiro não conta. Um Phone (2) usado, sem nota, com a janela de OS encerrada, não é pechincha. É celular que para de receber versão nova enquanto o Galaxy A16 de entrada ainda está dentro dos seis anos que a Samsung escreveu.
Glyph e Android com cara de Nothing são o produto. Se você quer isso e aceita importar um Phone (3) ou esperar um lançamento local que ainda não tem data, o software acompanha. Se quer garantia de um ano e peça no Brasil, a conta do importado não fecha contra um intermediário com NF.
Não use preço americano de liquidação como se fosse o total. Dólar, IOF no cartão, imposto de importação e a ausência de troca na semana seguinte entram antes do “saiu por US$ 599”.
Veredito
Espere a venda oficial se você precisa de nota e assistência. Importe só um modelo que ainda está dentro da janela de Android prometida, sabendo que a autorizada não existe aqui. Phone (1) e Phone (2) usados, com o suporte de versão já encerrado, não valem o desconto.
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The Zero.