O Linux Mint apresentou em seu boletim de 31 de outubro um painel para configurar hibernação, um monitor de sistema chamado Superlight e o terminal Velocitty. A proposta é resolver tarefas comuns do desktop: preservar uma sessão quando a bateria acaba, descobrir o que ocupa memória ou disco e organizar comandos em abas. Há uma ressalva antes de procurar essas funções no computador: a equipe as descreve como prévias em desenvolvimento para a próxima versão.

O anúncio não equivale a uma atualização estável já disponível. A página oficial de downloads ainda apresenta o Linux Mint 22.3. A cobertura da Linuxiac também separa o boletim de desenvolvimento da entrega futura. Para o leitor brasileiro, a notícia útil está no que muda e no que ainda precisa esperar, não em instalar uma versão de teste para experimentar uma lista de promessas.

Notebook preto aberto sobre mesa de madeira, com tela escura, teclado com botão vermelho e janela e radiador ao fundo
ThinkPad X220 fotografado em 2011, imagem ilustrativa que não mostra as novidades do Mint. Robert Kloosterhuis / Wikimedia Commons, CC BY 2.0. Foto redimensionada, com margens ampliadas e desfocadas.

OVERRATED ↑

Confundir uma prévia de desenvolvimento com recurso pronto para qualquer notebook

UNDERRATED ↓

Saber se a sessão sobrevive quando a bateria termina

Hibernar não é apenas fechar a tampa

O boletim parte de um problema conhecido: a suspensão mantém a sessão, mas continua consumindo energia. Se a bateria se esgota, o trabalho aberto pode desaparecer. Na hibernação, a sessão é gravada no disco e o computador é desligado, com a intenção de recuperá-la no retorno.

A troca não é grátis em tempo. A equipe avisa que hibernar e restaurar pode demorar mais que reiniciar. Também explica que a configuração exige espaço de troca, ou swap, suficiente no armazenamento e não funciona automaticamente em toda instalação. Não há no anúncio uma promessa de compatibilidade universal nem uma medida única de espaço adequada a todos os computadores.

A nova página Sleep Modes, dentro da ferramenta de administração do sistema, pretende tornar essa configuração mais simples. Ela também oferece sono híbrido, que suspende e salva a sessão no disco, e suspensão seguida de hibernação, descrita pelo projeto como a passagem para hibernar quando a bateria chega ao nível crítico. São alternativas com comportamentos diferentes, não nomes intercambiáveis para o mesmo botão.

Superlight mostra quem consome os recursos

O novo monitor reúne gráficos de CPU, memória RAM, swap, GPU, rede e atividade de disco, além de temperatura e velocidade de ventoinhas. Também permite examinar aplicativos e processos, escolher colunas e mudar sua ordem. Segundo o projeto, essas escolhas ficam salvas.

A parte de armazenamento tenta responder uma pergunta mais concreta que a porcentagem de disco cheio: o que está ocupando esse espaço? A demonstração separa arquivos, jogos da Steam e aplicativos Flatpak, com navegação por pastas e arquivos. Para máquinas com bateria, há estado, informações e histórico de carga e de entrada e saída de energia.

Isso descreve o alcance da interface mostrada, não um teste de precisão ou de desempenho. O boletim não traz benchmark que permita dizer que o Superlight é mais leve ou mais rápido que outros monitores. A Phoronix também trata o conjunto como trabalho para uma versão futura.

Terminal, arquivos e pré-visualização

Velocitty é a grafia usada pelo projeto para o novo terminal. Ele permite reorganizar abas, movê-las entre janelas e destacar uma aba em janela própria. As cores indicam situações como acesso de superusuário ou sessão remota, e abas personalizadas podem guardar nome, cor e comando inicial.

O Nemo, gerenciador de arquivos, ganha um painel de pré-visualização acionado por F7 ou pelo botão na barra de status. O suporte demonstrado inclui imagens, áudio e vídeo, com informações adicionais da mídia. Já o Unfold é um gerenciador de arquivos compactados para visualizar, criar e extrair conteúdo, baseado em 7zip e 7zip-RAR.

O que isso significa no Brasil

A comunidade Linux Mint Brasil mantém orientações e guias em português brasileiro, além de informações sobre a versão 22.3. Esse é um apoio útil para quem quer entender a instalação atual sem confundir o boletim com uma atualização já entregue ao seu PC.

O anúncio não apresenta um calendário separado para o Brasil. Quem depende da máquina para trabalhar pode esperar a versão estável e suas instruções, em vez de alterar o sistema apenas pela prévia. E salvar uma sessão no próprio disco não substitui uma cópia independente dos arquivos: o guia sobre HD externo e SSD portátil para backup explica essa diferença.

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