O Google anunciou na quarta-feira (28) a Connected Apps Platform, uma plataforma para empresas levarem seus serviços ao aplicativo Gemini e à Busca com uma mesma integração. A proposta é permitir que o usuário consulte dados da própria conta e realize ações durante a conversa, sem abrir cada aplicativo. A abertura, porém, ainda é limitada: a prévia começa com desenvolvedores dos Estados Unidos, segundo o TechCrunch.

OVERRATED ↑
Tratar a prévia como uma loja de apps aberta para qualquer empresa
UNDERRATED ↓
Uma integração servir à Busca e ao Gemini, com controle de publicação
Uma conexão, dois destinos
Até aqui, criar essas conexões exigia trabalhar diretamente com o Google, relata o 9to5Google. A nova plataforma organiza o processo: o desenvolvedor registra, testa e envia seu aplicativo pelo Google Connected Console. Antes da análise, escolhe se o serviço aparecerá no Gemini, na Busca ou nos dois.
Depois da publicação, o console mostra tráfego, latência e taxas de erro. Também permite controlar a identidade da marca, incluindo logos verificados e contas autenticadas. Isso não equivale a uma liberação automática: o anúncio prevê envio para análise e acesso à plataforma por etapas.
Para quem usa os serviços, o desenho é conectar a conta uma vez e acessar seus dados e funções nos produtos compatíveis do Google, conforme a documentação oficial. O exemplo deixa de ser apenas uma resposta sobre um restaurante: uma integração pode oferecer uma ação dentro daquela conversa. O alcance depende do serviço conectado e das permissões concedidas.
Como o desenvolvedor integra seu serviço
Há dois caminhos descritos pelo Google. O primeiro é um servidor remoto baseado em MCP, o Model Context Protocol. Ele expõe ferramentas e dados autorizados do serviço. A documentação também prevê interfaces interativas por meio de MCP Apps e aponta OAuth 2.1 como mecanismo de autorização para o Gemini interagir em nome do usuário.
O segundo é o Android MCP, implementado com as APIs AppFunctions. Nesse caso, aplicativos Android disponibilizam funções para agentes e assistentes, com execução no próprio aparelho. É uma alternativa para serviços que precisam que a ação aconteça localmente, em vez de depender apenas de um servidor remoto.
Esses caminhos importam para equipes que já mantêm aplicativos e contas de clientes: a plataforma não exige que todo serviço seja reconstruído como um chatbot. Exige, sim, uma integração que apresente as funções disponíveis e controle o acesso aos dados autorizados.
Parceiros chegam em ritmos diferentes
O Google afirma que já lançou mais de 50 Connected Apps entre Gemini e Busca. Adobe, Experian, Localiza e Peloton estão entre os parceiros com integrações disponíveis no Gemini. A empresa planeja levá-las também à Busca nas próximas semanas e anuncia Calm para os dois produtos.
Essa distinção evita uma expectativa errada: estar disponível no Gemini não significa já funcionar na Busca. O TechCrunch destaca que a Busca tem um conjunto menor de integrações e que o Google não informou quando a plataforma ficará disponível de forma mais ampla.
O que isso significa no Brasil
A Localiza está entre os parceiros anunciados pelo Google, mas a entrada de novos desenvolvedores brasileiros ainda não tem prazo confirmado. A prévia começa nos Estados Unidos, segundo o TechCrunch, enquanto o Google promete ampliar mercados e participantes nos próximos meses. O anúncio também não detalha quais contas brasileiras podem usar cada integração.
Para o usuário, conectar um serviço significa liberar acesso a funções e dados daquela conta. Antes de ativar uma conexão, convém conferir o que ela pode consultar e fazer, tema do guia Agente de IA no PC: permissões que você não deve marcar.





