O Google e a Xreal lançaram na quarta-feira (28) o Xreal Aura, apresentado como os primeiros óculos de realidade estendida com fio movidos pelo Android XR. Eles projetam aplicativos no campo de visão sem tapar o ambiente, têm o Gemini integrado e custam a partir de US$ 1.099 por tempo limitado. A venda abre em países selecionados, e o Brasil não está na lista.
O que o Aura entrega
Segundo o Google, as lentes são transparentes, e os óculos pesam menos de 95 gramas porque o processamento fica em uma central portátil ligada por cabo. A central guarda a bateria e o novo Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm, que estreia no Aura. Ela também serve de trackpad.
A ficha, de acordo com o Android Authority:
- telas Micro-OLED da Sony com 1200p por olho, 120 Hz e campo de visão de 70 graus;
- som afinado pela Bose e escurecimento eletrocrômico das lentes;
- chip X1S da Xreal para o processamento das imagens;
- controle por gestos, voz, teclado ou controles compatíveis.
Trabalho, vídeo e Gemini
O Google descreve o Aura como um espaço de trabalho portátil: dá para abrir vários aplicativos ao mesmo tempo e posicioná-los em volta do usuário. Com o recurso Wired Mirroring, um notebook ligado por cabo USB-C com saída de vídeo aparece como uma janela, sem instalar software. O Gemini enxerga o que está à frente, inclusive a janela do notebook, e, a partir de hoje, pode destacar na sala ou na tela o que merece atenção.
Para vídeo, o Aura acessa YouTube, Google TV e serviços de streaming, com conteúdo em 180 e 360 graus e filmes em 3D. O Google fala em milhões de aplicativos do Google Play e mais de 150 feitos para XR.
Preço, países e prazo
Segundo o TechCrunch, a versão de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento custa US$ 1.279, com preço de lançamento de US$ 1.099 até dezembro. A de 16 GB e 512 GB custa US$ 1.499, com US$ 1.299 na promoção. As vendas abrem nos Estados Unidos, no Canadá e na Coreia do Sul, e no Japão em 2 de novembro, de acordo com o Google. O Android Authority diz que os envios começam em meados de novembro e que a distribuição mais ampla, com algumas lojas do Google, está prevista para 2027.
Dois limites aparecem na cobertura. Como o processamento fica na central, o usuário leva um aparelho a mais, em vez de óculos independentes, aponta o Android Authority. E a publicação diz que ainda é preciso testar o conforto para ler textos pequenos.
O que isso significa no Brasil
Nenhuma das fontes cita venda, preço em reais ou data para o Brasil. Quem quiser um monitor virtual hoje precisa importar, com frete e impostos por conta própria, ou esperar a distribuição mais ampla de 2027, sem garantia de que o Brasil entre. Para quem só quer mais espaço de tela em casa, vale comparar com a solução fixa do guia All-in-one para escritório pequeno: prós e contras.





