DeepSeek solta o V4.1-Flash-1017 aberto: mais rápido, mais enxuto e com API de busca.

A DeepSeek atualizou neste sábado (17) o modelo que roda em seu site, aplicativo e API: o V4.1-Flash-1017, versão pontual da linha Flash, a mais enxuta da família. Segundo a empresa, a atualização traz "melhor desempenho em benchmarks, conclusão mais rápida de tarefas e respostas mais curtas do que a versão anterior", informou O Globo. Os pesos estão abertos no Hugging Face e no ModelScope, sob licença MIT — uso comercial, modificação e redistribuição liberados, detalha o IA.com.br.

Logotipo da DeepSeek, uma baleia azul estilizada, sobre fundo branco

DeepSeek

OVERRATED ↑

Vencer Claude e GPT: por enquanto, só nas tabelas da própria DeepSeek

UNDERRATED ↓

Custo por tarefa menor com o preço do token parado

O que chegou

É a terceira versão do Flash em menos de três meses. Quem usa a API não precisa mudar nada — o identificador deepseek-flash já aponta para o modelo novo — mas também não tem escolha: o nome continua o mesmo com outro modelo por trás, lembra o IA.com.br. O sistema é uma mistura de especialistas com 552 bilhões de parâmetros, dos quais cerca de 8 bilhões trabalham por vez, e lê texto e imagens na mesma conversa.

Nas tabelas publicadas pela própria empresa, os ganhos sobre a versão de setembro são amplos: no Terminal-Bench 4.0, que mede tarefas de linha de comando, a nota subiu de 31,2 para 42,3; no Apex Bench v1.1, de 64,6 para 72,1; e o modelo marca 77,0 no DeepSWE v1.1, que testa a resolução de problemas reais em repositórios de código. A DeepSeek também diz que o modelo supera rivais maiores, como Claude Opus 5 e GPT-5.6 Sol, em tarefas de agente. Vale o asterisco levantado pelo IA.com.br: os números são todos da casa, os rivais escolhidos já não são os topo de linha, e os testes independentes publicados até agora são pilotos pequenos.

A conta que interessa

O preço por token não mudou: US$ 0,30 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de saída no horário de pico, metade disso fora do pico. A economia prometida vem de outro lugar: o modelo escreve menos para chegar ao resultado, o que reduz o custo por tarefa — para quem mantém agentes ligados o dia inteiro, o número que pesa na fatura. A DeepSeek chama a atualização de "melhoria de Pareto". Pela tabela comparada do IA.com.br, o GPT-6 Luna, da OpenAI, segue mais barato por token (US$ 0,10 e US$ 0,50).

A segunda novidade é de produto: as APIs Search e Fetch abrem a desenvolvedores o mecanismo de busca que a DeepSeek usa internamente, a US$ 0,75 por mil chamadas bem-sucedidas em cada uma, cobradas à parte dos tokens. Com isso, a empresa passa a vender também a ferramenta do agente, não só o modelo.

Aberto não quer dizer leve: o checkpoint vem em 48 partes em FP8, mais de 500 GB de pesos — trabalho para servidor com várias placas, não para o notebook de casa.

O que isso significa no Brasil

Os preços são cotados em dólar e nenhum dos testes divulgados mede desempenho em português — quem atende clientes no idioma precisa medir por conta própria, aponta o IA.com.br. As recomendações práticas são: rodar o mesmo lote de tarefas reais, em português, no Flash e no modelo usado hoje; deixar para o horário fora de pico o que puder esperar, quando o preço cai pela metade; e incluir as chamadas de Search e Fetch na conta antes de ligar um agente com busca. Para tirar mais de qualquer modelo, o guia por que contexto vale mais que prompt em IA continua valendo.

Fontes primárias verificadas (3) ▾

The Zero.